Crimeia: História, Cultura, Curiosidades, Governo

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Muitos ucranianos, tártaros e pessoas de outras etnias deixaram o território da Crimeia, provocando um intenso fluxo emigratório. Internamente, a legislação russa passou a vigorar na Crimeia em detrimento das leis da Ucrânia, embora, de acordo com o direito internacional, a península seja parte do território ucraniano, cujas leis deveriam ser válidas na Crimeia. A questão gerou ainda uma tensão permanente entre a Rússia e a Ucrânia que já se estende por oito anos e, mais recentemente, desentendimento entre russos e a Otan. A questão da Crimeia gerou uma crise diplomática entre a Rússia e países do Ocidente, alguns dos quais impuseram sanções aos russos, como é o caso dos Estados Unidos e do bloco econômico da União Europeia. A região é uma grande produtora de grãos, alimentos e bebidas como o vinho. Trata-se de uma área de águas quentes que favorece o transporte marítimo tanto para fins comerciais quanto de defesa territorial por parte da Rússia, que já controla uma unidade militar na cidade de Sevastopol. A península representa uma via de acesso ao mar Negro a partir do mar de Azov, que banha o sudoeste do território russo e parte da Ucrânia. A anexação não foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que considera a Crimeia um território ucraniano e aponta ainda para a não validade do referendo de março de 2014.

Em muitas dessas áreas, há um registro material da presença grega na região, que são as ruínas de suas antigas edificações. Os anos subsequentes foram marcados pela chegada de outras populações até a região, destacando-se a presença dos gregos entre os séculos V e IV a.C. Nesse período, o fluxo de turistas variava entre cinco e seis milhões de pessoas ao ano, o triplo da sua população. O Produto Interno Bruto (PIB) da Crimeia é estimado em cerca de sete bilhões de dólares. Os ucranianos representavam 24%, enquanto os tártaros correspondiam a 10,2% dos habitantes da Crimeia. O principal curso d’água que corre exclusivamente pela Crimeia é o rio Salhyr, que percorre 204 km até desaguar na região do Syvash. Uma parte do abastecimento hídrico do oeste, região mais seca da Crimeia, é realizada pela condução das águas do rio Dniepre armazenadas no reservatório de Kakhovka.

O historiador grego Heródoto relata a origem lendária do nome; segundo ele, o célebre herói Héracles teria arado a terra da região utilizando um imenso touro (Taurus). O nome Crimeia provém do nome da cidade de Qırım (atual Stary Krym), que servia como capital da província da Crimeia durante o domínio da Horda Dourada. A maior parte da comunidade internacional (exceto Zimbábue, Venezuela, Síria, Nicarágua, Sudão, Bielorrússia, Armênia, Coreia do Norte e Bolívia) não reconhece a anexação e considera a Crimeia um território ucraniano sob ocupação russa. A península está localizada ao sul da região ucraniana de Kherson e a oeste da região russa de Cubã. O censo da Ucrânia de 2001 mostrou que cerca de 58% eram de etnia russa, 24% de etnia ucraniana e 12% de tártaros. Um acordo conhecido como Iniciativa de Grãos do Mar Negro foi firmado em julho de 2022 para permitir a passagem segura de certos portos, mas posteriormente fracassou.

Século Xxi

O governo russo diz ter baseado a operação em um referendo realizado pela população da Crimeia, realizado já sob ocupação militar da Rússia. O movimento serviu como pretexto para que a Rússia ocupasse militarmente o território e declarasse sua anexação. Após a dissolução da União Soviética e a independência ucraniana em 1991, a área se tornou a República Autônoma da Crimeia, uma unidade administrativa sob comando da Ucrânia. Neste período, a Crimeia mudou de mãos algumas vezes até 1921, com a criação da República Socialista Soviética Autônoma da Crimeia, parte da União Soviética. No entanto, a maior parte da comunidade internacional entende que a área pertence à Ucrânia, e está apenas ocupada pela Rússia.

A Crimeia é um território cuja posse é disputada entre Rússia e Ucrânia desde que os russos decidiram ocupar a península em 2014. Nos Bálcãs, no início do século XX, o crescente nacionalismo eslavo contra a presença turca levou a região à primeira das Guerras Balcânicas. Diante da oposição das grandes potências, os russos recuaram outra vez. Por outro lado, o Império Otomano, representado lucky jaguar grátis por Aali-pachà ou Meliemet Emin era admitido na comunidade das potências europeias, tendo o sultão se comprometido a tratar seus súditos cristãos de acordo com as leis europeias. A guerra terminou com a assinatura do tratado de Paris de 30 de março de 1856.

As tropas do Eixo, sob o comando da Alemanha nazista, sofreram graves perdas no verão de 1941, à medida que tentavam avançar pelas águas estreitas do istmo de Perekop, que liga a Crimeia ao continente. Em 18 de outubro de 1921 a República Socialista Soviética Autônoma da Crimeia (RSSAC) foi criada como parte da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, que se tornou então parte da União Soviética. Em 1769, naquela que é considerada a última incursão tártara, ocorrida durante a Guerra Russo-Turca, cerca de 20 mil pessoas foram escravizadas. Cerca de dois milhões de escravos oriundos da Rússia e da Ucrânia foram vendidos durante o período que foi de 1500 a 1700. Colonos gregos habitavam inúmeras colônias ao longo do litoral da península, mais especificamente a cidade de Quersoneso, atual Sebastopol. As regiões do interior eram habitadas pelos citas, enquanto a costa montanhosa meridional pelos tauros, um ramo dos curios. Heródoto também se refere a uma região vizinha chamada Cremni que significaria "Penhascos", e poderia se referir à península da Crimeia, célebre pelos penhascos em seu litoral, que contrastam com o resto da costa norte do mar Negro, geralmente plana.

Após a Revolução Russa de 1917, a península tornou-se uma república autônoma dentro da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, parte da União Soviética, embora mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, tenha sido rebaixada para o Oblast da Crimeia. A Tomada da Crimeia pela Russia colocou a região como um todo em um limbo geopolítico, uma vez que a anexação não é reconhecida por diversos países. A grave dissensão que se seguiu permitiu que o parlamento de Crimeia aprovasse às pressas a sua independência da Ucrânia e a adesão da região à Rússia, gerando uma crise separatista com a Ucrânia. Com a dissolução da União Soviética em 1991, a Crimeia continuou a pertencer à Ucrânia como uma república autônoma, muito embora a maior parte da população tivesse origens russas e uma lei de 2012 tenha tornado o russo uma língua oficial. Já durante o século XX, o líder comunista Nikita Khrushchov cedeu a região para a Ucrânia em um gesto simbólico durante a comemoração do 300º aniversário da anexação da Ucrânia ao Império Russo. A Crimeia é uma região estratégica do ponto de vista político-geográfico, estando localizada ao norte do Mar Negro.

Durante o cerco a Sebastopol, a doença cobrou um pesado tributo às tropas britânicas e francesas, tendo se destacado o heroico esforço de Florence Nightingale dirigindo o atendimento hospitalar de campanha. O Reino Unido, sob a rainha Vitória, temia que uma possível queda da cidade de Constantinopla diante das tropas russas lhe pudesse retirar o controle estratégico dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, cortando-lhe as comunicações com a Índia. Como os Otomanos já tinham, anteriormente, dado aos franceses, sob a jurisdição dos franciscanos, a guarda pelos cristãos e por alguns locais sagrados, começou uma tensão entre russos e turcos. Envolveu, de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha — formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda — e o Império Otomano (atual Turquia). Hoje, após a anexação ao território russo, a complementação da demanda doméstica por energia elétrica tem sido feita pelo país.

Durante o seu período de anexação da Crimeia, a Rússia construiu a Ponte do Estreito de Kerch, que pela primeira vez conectou a península ao território russo diretamente. A Crimeia foi anexada pelos russos em 2014 em meio a protestos conhecidos como a Revolução Maidan, desencadeados pela recusa do então presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovich de assinar um acordo de associação do país à União Europeia. Os Estados Unidos e o Reino Unido desaprovam a atitude russa, enviando auxílio financeiro para impor as sanções necessárias para que a Rússia retire as tropas da região. Planejamento tributário, reequilíbrio contratual, olho no Mercosul e adesão a regimes aduaneiros são algumas das sugestões de especialistas Segundo o relatório “Market Outlook 2026”, divulgado neste sábado (18), os pedidos devem movimentar cerca de US$ 650 bilhões no período O referendo teve sua legalidade questionada pela comunidade internacional, que alega que a votação foi feita sob condições ilegais e sob pressão militar. Apesar da campanha militar bem-sucedida, a Rússia não conquistou apoio internacional para que a Crimeia fosse reconhecida como parte do território russo.